Santiago A primeira greve geral promovida pelos sindicatos chilenos após a restauração da democracia, há 13 anos, não teve a força que os líderes esperavam, mas refletiu a insatisfação dos setores sociais menos favorecidos ante o modelo econômico liberal, indicaram ontem seus organizadores.
A paralisação aconteceu em meio a distúrbios, que se prolongaram até a madrugada e resultaram em 270 detidos e 14 policiais feridos. A produção, no entanto, seguiu seu ritmo nas minas de cobre, a principal fonte de receita do país. Algumas escolas e hospitais fecharam, e houve uma redução dos meios de transporte, principalmente ao anoitecer, depois que um ônibus foi queimado e outros 20 apedrejados por manifestantes, informaram funcionários do setor.
Para o governo do presidente socialista Ricardo Lagos, ''aqui não houve greve, e sim um monte de tumultos'', disse o ministro do Interior, José Miguel Insulza.

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