Ansa
De Bogotá
A retomada das atividades começou ontem na Colômbia apesar do chamado de sindicalistas para prolongar a greve geral que paralisou anteontem o país. O governo de Andres Pastrana já aceitou revisar um projeto para ‘‘flexibilizar’’ as leis trabalhistas e atenuar as obrigações legais dos empregadores com seus funcionários, assim como discutir medidas para reduzir o desemprego. Andres Pastrana enfrenta uma guerra em várias frentes, contra a guerrilha esquedista, contra os paramilitares de direita e contra o narcotráfico.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) antecipou uma possível ‘‘suspensão temporal’’ da greve, apoiada por sindicatos e outras entidades sociais para reclamar uma nova política sócio-econômica.
A greve foi lançada por 1,5 milhão de trabalhadores sindicalizados e milhares de camponeses em protesto contra as políticas trabalhista e econômica do governo.
A paralisação, apoiada por até 20% da força de trabalho urbana, é uma das mais sérias desde que o presidente Andres Pastrana assumiu o cargo, há um ano. Entre as 41 exigências dos sindicatos estão a moratória dos juros da dívida externa e a revisão de severas medidas de ajuste fiscal.
Em Anchicaya, uma coluna das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) manteve a ocupação de uma hidrelétrica, exigindo que a empresa Energia del Pacífico (Epsa), encarregada da usina, reduza as tarifas de eletricidade em 30% e faça obras sociais na região.

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