Associated Press
De Bogotá
A geralmente congestionada capital colombiana amanheceu ontem em meio a uma tranquilidade anormal. No início de uma greve por tempo indeterminado convocada pelos principais sindicatos em protesto contra a crise econômica e social, Bogotá, uma cidade de seis milhões de habitantes na qual circulam cerca de 800 mil carros e 100 mil motocicletas, pareceu estar vivendo um dia de feriado
‘‘A cidade está em completa tranquilidade’’, disse a jornalistas o prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa. ‘‘O que temos é uma grave escassez de transporte’’, acrescentou.
Sem os ônibus, taxis e motoristas e usualmente lotam suas ruas, Bogotá foi tomada por dezenas de milhares de militares e policiais convocados para prevenir atos de desordem. No total, 12 mil agentes da força pública se concentraram na capital, 4 mil a mais do que o normal, segundo porta-vozes da prefeitura.
As aulas, tanto em escolas e universidades públicas e privadas, foram suspensas devido à falta de transporte coletivo.
De acordo com a polícia, não havia sido registrado distúrbios graves nem mortes, outra raridade em Bogotá, cidade com a segunda maior taxa nacional de homicídio. No ano passado, 2.005 pessoas foram assassinadas na capital colombiana, o índice mais alto depois de Medellín, com uma taxa de 4 mil homicídios no mesmo período.
O exército colombiano informou ontem à noite que a ocupação da central hidrelétrica de Anchicayá, oeste da Colômbia, pela guerrilha esquerdista, em apoio aos frevistas, foi encerrada depois de várias horas e que os operários que estavam retidos nas instalações voltaram a suas atividades normais.

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