Greve eleva pressão sobre Zuma
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segunda-feira, 27 de julho de 2009
Agência Estado 
São Paulo- Uma greve de cerca de 150 mil funcionários públicos na África do Sul prejudicou ontem serviços básicos como transporte, eletricidade e coleta de lixo, aumentando a pressão sobre o governo do presidente Jacob Zuma, que foi alvo de uma onda de violentos protestos de rua na última semana.
A greve é vista como uma disputa de forças entre o governo de Zuma -que assumiu em maio- e os sindicatos de trabalhadores, que o apoiaram na eleição e agora pressionam por mais gastos sociais e aumentos salariais de 15% como forma de compensação pela crise econômica e a inflação, responsáveis pela primeira recessão do país em 17 anos.
A ajuda aos pobres foi uma das principais promessas de campanha de Zuma.
Ontem, um grupo de 5.000 trabalhadores marchou pelas ruas de Johannesburgo, alguns vestindo camisetas que diziam lutando para sobreviver e deixando pilhas de lixo pelas ruas. Protestos semelhantes ocorreram em Pretória e Cidade do Cabo. O partido governante, Congresso Nacional Africano (CNA), disse que a desordem ou a violência não resolverão disputas salariais.
A população, enquanto isso, enfrentou problemas para usar os já deficientes serviços públicos -centenas de passageiros ficaram a pé no polo de negócios de Johannesburgo quando os ônibus pararam de funcionar, ontem.
Dale Forbes, representante de um dos sindicatos em greve, disse à BBC que acreditava que a população apoiará a paralisação. Eles (cidadãos) querem ver mudanças dramáticas nos serviços prestados -o que deve começar com melhorias nas condições dos trabalhadores.


