Greve de servidores é ameaça para Netanyahu
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de setembro de 1998
Jean-Luc Renaudie France Presse 
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enfrentou ontem um difícil momento de sua gestão, com uma ameaça de greve geral do setor público e uma ofensiva de vários deputados em favor de eleições antecipadas.
A central sindical Histadrut, que tem sua principal base no setor público, exige um aumento salarial de 8%. O ministério de Finanças está disposto a conceder apenas 5%, agora que os sinais precursores da recessão se multiplicam.
Os professores foram os primeiros a protestar, impedindo o começo regular dos cursos acadêmicos em 1º de setembro, com uma greve que afeta 1,5 milhão de alunos do ensino público.
Mais de meio milhão de funcionários de outros setores públicos ameaçam declarar greve hoje, somando-se assim aos professores.
Aproveitando o clima de conflitos trabalhistas, a oposição trabalhista lança sua campanha em favor das eleições antecipadas, com apoio de elementos populistas da maioria governamental da direita.
A Comissão de Leis do Parlamento começou ontem a examinar um projeto de lei de dissolução do Kneset, aprovado na leitura preliminar pelos deputados em julho passado.
Em caso de aprovação em comissão, o projeto regressaria ao plenário, onde precisa ser aprovado por maioria absoluta.
O Presidente de Israel, Ezer Weizman, também apóia a convocação de eleições antecipadas, e se reuniu com vários parlamentares.
Netanyahu afirmou que cumprirá todo seu mandato.


