Um homem morreu de parada cardíaca em consequência de uma prolongada greve de fome de seis dias mantida por mais de 3.600 aposentados bolivianos que exigem o aumento de suas pensões. Eles se decidiram pela greve após promoverem uma marcha de Oruro a La Paz em março, informaram ontem dirigentes do movimento.
O principal dirigente dos aposentados, Wenceslao Argandoña, informou ontem que o ex-mineiro Vicente Bautista Flores, de 61 anos, faleceu terça-feira devido a um enfarte do miocárdio e um desequilíbrio eletrolítico.
Cerca de 50 aposentados começaram há 14 dias uma greve de fome. O movimento foi crescendo dia após dia, até chegar hoje a 3.600 em todo o país.
O jejum maciço e a morte do grevista levaram o Tribunal Constitucional a autorizar a Câmara dos Deputados a modificar o artigo 57 da Lei de Pensões.
Essa modificação permite um aumento para um mínimo de 850 bolivianos (US$ 130) e a aplicação de um sistema inversamente proporcional para elevar a cada ano as pensões de valor mais baixo.
Espera-se agora que o Poder Executivo promulgue a nova lei para sua imediata aplicação o que, pelo que se espera, leve à suspensão da greve de fome dos aposentados, um dos muitos problemas que o governo boliviano está enfrentando.

mockup