Greve afeta aeroportos e o ensino na França
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de maio de 2003
Antonio Rodríguez<br>France Presse 
Paris A greve convocada para protestar contra o projeto governamental de reforma da previdência e a descentralização de parte da educação nacional voltou a atingir o ensino e os aeroportos na França.
Cerca de 70% dos vôos que deveriam chegar e partir dos aeroportos parisienses de Roissy Charles de Gaulle (norte da capital) e Orly (sul) foram cancelados devido a uma paralisação dos funcionários da Direção Geral da Aviação Civil (DGAC), informaram fontes aeroportuárias. O movimento também afetou outros aeroportos, como o de Marselha (sul), onde 65% dos vôos foram anulados.
Os sindicatos advertiram que podem convocar uma greve a partir da próxima terça-feira se o ministro de Assuntos Sociais, François Fillon, não retirar seu projeto de elevar de 37,5 a 40 anos o período limite para que os trabalhadores possam se aposentar sem descontos na pensão.
Já os professores entraram no nono dia de paralisação desde o início do período escolar, em setembro passado.
A mobilização cresceu em relação a anterior: entre 23 e 46% dos docentes não trabalharam ontem, enquanto, na quinta-feira passada, o movimento não havia superado os 38,8%.
Os professores lideram o movimento contra a reforma do sistema de aposentadorias e o projeto governamental de descentralizar a educação nacional, colocando 100.000 postos sob a responsabilidade das regiões.
Vários funcionários das empresas estatais France Telecom e dos Correios também não trabalharam. O museu parisiense de Orsay também ficou fechado ao público.


