São Paulo - O Greenpeace alerta no dia em que a tragédia de Chernobyl completa 20 anos para o risco nuclear existente no Brasil e no mundo. Um estudo revela que número de mortes de Chernobyl pode chegar a 93 mil.
  De acordo com o estudo realizado pelo Greenpeace – que envolveu 52 cientistas e foi lançado na semana passada –, as proporções da catástrofe de Chernobyl foram muito maiores que as apresentadas pelos números oficiais da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em setembro de 2005.
  Segundo a pesquisa, amostras do solo da Ucrânia – coletadas em outubro de 2005 – indicam que algumas regiões do país continuam altamente contaminadas e que a população ainda sofre os efeitos da radiação nuclear.
  O Greenpeace lançará hoje um calendário ilustrado com fotos das vítimas de Chernobyl e de outros locais contaminados por radiação. Vinte anos depois da tragédia de Chernobyl, o Brasil ainda enfrenta problemas na área de segurança nuclear, segundo o grupo ecológico.
  Um relatório da Câmara dos Deputados, aprovado no mês passado, mostrou que diversos problemas de segurança nuclear permanecem sem solução. Em 1988, o Brasil também foi palco de um desastre radioativo – o maior acidente radiológico do mundo. O desastre com Césio-137 ocorreu na cidade de Goiânia, demonstrando as falhas nos procedimentos do governo e o risco da liberação descontrolada de um elemento radioativo.
  Assim como milhares de pessoas afetadas por Chernobyl, em Goiânia, as vítimas continuam desamparadas, quase 18 anos após o acidente.
  Segundo o grupo, o risco aumenta no País com o Programa Nuclear Brasileiro, que prevê a construção de Angra 3 e de mais seis usinas atômicas.

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