Greenpeace faz alerta no aniversário de Chernobyl
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terça-feira, 25 de abril de 2006
Folhapress 
São Paulo - O Greenpeace alerta no dia em que a tragédia de Chernobyl completa 20 anos para o risco nuclear existente no Brasil e no mundo. Um estudo revela que número de mortes de Chernobyl pode chegar a 93 mil.
De acordo com o estudo realizado pelo Greenpeace que envolveu 52 cientistas e foi lançado na semana passada , as proporções da catástrofe de Chernobyl foram muito maiores que as apresentadas pelos números oficiais da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em setembro de 2005.
Segundo a pesquisa, amostras do solo da Ucrânia coletadas em outubro de 2005 indicam que algumas regiões do país continuam altamente contaminadas e que a população ainda sofre os efeitos da radiação nuclear.
O Greenpeace lançará hoje um calendário ilustrado com fotos das vítimas de Chernobyl e de outros locais contaminados por radiação. Vinte anos depois da tragédia de Chernobyl, o Brasil ainda enfrenta problemas na área de segurança nuclear, segundo o grupo ecológico.
Um relatório da Câmara dos Deputados, aprovado no mês passado, mostrou que diversos problemas de segurança nuclear permanecem sem solução. Em 1988, o Brasil também foi palco de um desastre radioativo o maior acidente radiológico do mundo. O desastre com Césio-137 ocorreu na cidade de Goiânia, demonstrando as falhas nos procedimentos do governo e o risco da liberação descontrolada de um elemento radioativo.
Assim como milhares de pessoas afetadas por Chernobyl, em Goiânia, as vítimas continuam desamparadas, quase 18 anos após o acidente.
Segundo o grupo, o risco aumenta no País com o Programa Nuclear Brasileiro, que prevê a construção de Angra 3 e de mais seis usinas atômicas.


