Caradache - Duas ‘‘fortalezas flutuantes’’ estão atravessando o Oceano Atlântico para transportar 140 quilos de plutônio militar norte-americano para a França, desencadeando enérgicos protestos da associação ecológica Greenpeace, apesar das fortes medidas de segurança aplicadas.
  O esquema instaurado para transportar este plutônio oferece todas as garantias de segurança, afirmam os responsáveis pelo grupo nuclear francês Areva, entrevistados em Caradache (sudeste da França). Areva deve reciclar este plutônio em combustível Mox, destinado a alimentar as centrais nucleares civis.
  O Greenpeace protestou categoricamente, questionando ‘‘se é sensato fazer com que um navio atravesse grandes distâncias carregado de plutônio, numa época em que a segurança mundial é tão frágil’’. A polêmica foi gerada por causa de dois navios britânicos, que partiram de Charleston (Estados Unidos) no dia 20 de setembro para chegar dentro de uns 15 dias a Cheburgo (noroeste da França). Dali a carga será enviada por estrada até Caradache.

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