Greenpeace critica Obama
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Folhapress 
'Líderes mundiais
não podem sabotar
os resultados de
Copenhague'
São Paulo- O Greenpeace acusou onten, na Indonésia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de querer ''sabotar'' a Cúpula Mundial sobre a Mudança Climática de Copenhague por ''falta de vontade política''.
A denúncia foi feita pelo diretor de campanhas do Greenpeace no Sudeste Asiático, Shailandra Yashwant, ao anunciar o bloqueio do porto de uma fábrica de celulose na ilha de Sumatra para chamar a atenção sobre a contribuição do desmatamento na mudança climática.
A crítica foi feita no dia seguinte em que Obama manifestou sua confiança em um acordo significativo na cúpula, estimando que ''já há progressos em andamento''.
O mundo está a ''um passo mais próximo de um resultado de sucesso em Copenhague'', disse ele, após se reunir com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, na Casa Branca. Os dois líderes reafirmaram que ''um acordo em Copenhague deverá envolver e cobrir todos os temas em negociação''.
''A apenas duas semanas do início do encontro de Copenhague, também é essencial que todos os países façam o possível para fechar um forte acordo operacional para enfrentar a ameaça da mudança climática e que sirva de base para um tratado legalmente vinculante'', completou o presidente dos EUA.
Greenpeace
Yashwant, representante do Greenpeace, pediu respostas pois ''o presidente Obama e outros líderes mundiais não podem sabotar os resultados de Copenhague com sua falta de vontade política''.
Ele advogou que a cúpula mundial alcance um acordo ''legalmente vinculativo, ''justo e ambicioso'' que evite o aquecimento global, o que segundo sua opinião implica financiamento internacional para preservar as selvas tropicais de todo o mundo. ''Paralisamos as exportações de um dos maiores centros papeleiros do mundo para dizer a nossos governantes eleitos que podem e devem poupar-nos a catástrofe da mudança climática'', acrescentou o ativista.
Membros do Greenpeace bloquearam os guindastes do porto privado da Ásia Pulp & Paper (APP), do conglomerado Sinar Mas, na província de Riau, que os ecologistas denominam como ''a zona zero do desmatamento''. ''Sinar Mas é um dos principais contribuintes à mudança climática por seu amplo papel na destruição das florestas'', assegurou Greenpeace através de um comunicado.
Segundo os especialistas, o desmatamento representa cerca de 20% das emissões de dióxido de carbono (CO2) do planeta, um dos gases que contribui ao efeito estufa e ao aquecimento global. A Indonésia é o terceiro maior emissor de CO2, atrás da China e Estados Unidos, devido à rápida destruição de suas selvas.


