A Grécia retirou ontem do Quênia três colaboradoras curdas do líder dos Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Abdullah Ocalan, que estavam refugiadas na embaixada do país em Nairóbi desde o dia 16, e levou-as para Atenas, informou o chanceler Georges Papadreou.
As mulheres estão entre as últimas pessoas que viram o dirigente curdo antes de ele ser sequestrado por forças especiais turcas e embarcado para a Turquia, onde está sendo processado por traição e corre o risco de ser condenado à morte.
Elas temiam deixar a embaixada sem obter garantias de segurança. A operação será mais um ponto de atrito entre os governos turco e grego. A Turquia acusa a Grécia de dar apoio aos rebeldes curdos, que lutam por autodeterminação.
O governo grego alega que protegeu Ocalan em sua embaixada por razões humanitárias e, ontem, encaminhou uma carta aos líderes da União Européia, criticando-os por não terem dado acolhida a Ocalan quando procurou asilo na Europa.
Dois dos advogados de Ocalan entrevistaram-se com ele ontem pela primeira vez desde sua prisão, na Ilha de Imrali, há dez dias. Hatice Korkut e Ahmet Zeki Ocuoglu disseram que não puderam ficar a sós com seu cliente e só puderam falar na presença de um juiz.
Por outro lado, o Conselho Nacional de Segurança (CNS), principal instância político-militar da Turquia, pediu aos rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PTC) que se entreguem à Justiça.

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