Grave conflito entre
Rússia e Chechênia
A fronteira administrativa entre a Rússia e a região separatista da Chechênia foi bloqueada ontem, depois dos conflitos que custaram a vida de 11 policiais russos e de pelo menos 200 milicianos de grupos ilegais chechenos. Os enfrentamentos de ontem foram considerados os mais graves desde os acordos de paz assinados há três anos, que puseram fim à guerra entre as forças de Moscou e separatistas de Grozny. O novo conflito ocorreu depois da incursão de grupos armados da Chechênia na república russa do Daguestão. Os invasores, que atacaram três postos de fronteira com disparos de morteiros e tiros de metralhadoras, mataram sete policiais e quatro militares russos. Em resposta, helicópteros Mi-24 das unidades do Ministério do Interior russo atacaram um comboio de 15 caminhões militares chechenos, matando pelo menos 200 combatentes, afirmaram fontes russas. Essa informação, entretanto, não foi confirmada por fontes independentes.
Controle de armas
derrubado na Câmara
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos derrubou nesta sexta-feira um projeto de controle de armas que tornava mais frágeis as atuais restrições enquanto impunha outras. A votação foi por 280 a 147. A rejeição veio no fim de um tumultuado debate de três dias. Líderes dos partidos republicano e democrata culpavam uns aos outros. Em votação anterior, a mesma Câmara aprovara por 218 a 211, na madrugada de ontem, o projeto de lei que atenua o controle do comércio de armas em feiras especializadas, contrapondo-se a um rígido conjunto de medidas que havia sido aprovado no Senado em maio. Expressando seu protesto, numa das mais veementes críticas ao Legislativo, o presidente Bill Clinton afirmou, na Alemanha, que a Associação Nacional do Rifle, o poderoso lobby dos fabricantes de armas controla o Congresso com seu dinheiro. O debate sobre o controle de armas de fogo nos Estados Unidos intensificou-se depois de dois adolescentes terem invadido, em abril, uma escola de segundo grau no Colorado, matando a tiros 13 pessoas e suicidando-se em seguida.
Alfonsin reage
e é transferido
O ex-presidente argentino Raúl Alfonsín está se recuperando bem do grave acidente que sofreu na tarde de anteontem no sul da Argentina, disse ontem Fernando de la Rúa, o candidato presidencial da Aliança, movimento político ao qual o ex-mandatário está filiado. De la Rúa assinalou que Alfonsín superou o estado delicado, o que permitiu sua transferência para Buenos Aires. Alfonsín, de 73 anos, sofreu o acidente em La Esperanza, a 160 quilômetros da cidade de General Roca, na região da Patagônia. Aparentemente, o acidente foi causado por acúmulo de gelo na estrada que fez com que a camionete em que o ex-presidente se encontrava capotasse. O assessor de Alfonsín, Federico Polak, disse que ele foi atirado para fora do veículo porque não usava cinto de segurança. Com seis costelas fraturadas e uma lesão em um dos pulmões, Alfonsín ficará internado no Hospital Italiano, na capital argentina.
Índia e Paquistão
pedem ajuda ao G-8
A Índia e o Paquistão solicitaram ontem a ajuda dos sete países mais ricos e à Rússia, que formam o chamado Grupo dos Oito, para superarem o conflito em torno da região da Caxemira. O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, em carta dirigida aos líderes do G-8, reunidos em Colônia, na Alemanha, pediu que as potências mundiais não se limitem a ouvir o lado indiano, no que diz respeito à disputa pela Caxemira. Anteontem, o presidente norte-americano, Bill Clinton, exortou o Paquistão a retirar suas forças da parte indiana daquela região. Por sua vez, o primeiro-ministro da Índia, Atal Behari Vaypayee, enviou uma mensagem a Clinton, explicando a posição de Nova Délhi em relação à disputa. O governo indiano quer que a cúpula do G-8 exorte o Paquistão a retirar suas forças militares do setor da Caxemira que está sob o controle da Índia.

mockup