Uma carta suspeita, recebida ontem pelo comerciante Manoel José Lopes Neto, 38 anos, de Grandes Rios (110 km ao sul de Apucarana), acabou apreendida à tarde pela Polícia Civil. A correspondência, enviada das Filipinas, não foi aberta por Lopes, que suspeitou da procedência do documento e avisou a polícia.
O comerciante explicou ao delegado Ademir Muniz da Silveira que não tem parentes ou amigos neste país, e que também não mantém qualquer tipo de relacionamento comercial com filipinos. Ele também estranhou o fato de a carta não ter o nome do remetente e, além do carimbo de postagem das Filipinas, trazer uma mensagem enigmática.
Um dos lados do envelope estava impresso o seguinte texto: ''Entrar em contato pessoalmente. Não divulgar (secreto). Favor tomar conhecimento''. Outro detalhe que deixou até o delegado intrigado é a informação dada pelo correio, de que a carta pesava 13 gramas. ''Normalmente este tipo de carta pesa apenas 5 ou 6 gramas'', comentou Ademir Muniz Silveira.
De posse do envelope que foi lacrado em dois sacos plásticos, o delegado maneve contato com o Correio de Grandes Rios, que se incumbiu de remeter o material para a Delegacia da Polícia Federal, em Londrina. O delegado João Luiz do Prado, da Polícia Federal, adiantou que o procedimento correto seria entregar o material à Polícia Técnica e depois remeter para análise através da Vigilância Sanitária. ''Só em caso de confirmação positiva de algo semelhante ao antraz, é que a Polícia Federal assume a investigação'', explicou.

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