Caracas A oposição venezuelana prepara a ''Grande Batalha'' contra o governo do presidente Hugo Chávez com uma marcha, hoje, até o Forte Tiuna, principal fortaleza militar do país, informou ontem à AFP um de seus porta-vozes. Avisos de imprensa, rádio e televisão convocavam ontem, sigilosamente, os opositores para a Grande Batalha, deixando entrever que será uma atividade de rua mas sem precisar publicamente os detalhes.
A Grande Batalha se fará ''hoje com uma marcha até os portões do Forte Tiuna para exigir dos militares o cumprimento da decisão do Tribunal que concedeu liberdade plena ao general da Guarda Nacional, Carlos Alfonzo Martínez'', detido segunda-feira, precisou à AFP, Jesús Torrealba.
Desde que se iniciou a greve geral em 2 de dezembro passado, a oposição se manifesta quase diariamente e a convocação para a Grande Batalha reavivou os temores de que ela marche até o presidencial Palácio de Miraflores.
A marcha ao Miraflores ''não está descartada'' e pode ocorrer se houver qualquer manobra jurídica para sabotar o plebiscito convocado para 2 de fevereiro a fim de perguntar ao povo se quer pedir a renúncia do presidente, assinalou Torrealba.
Greve Após um mês, a oposição venezuelana anunciou, quarta-feira, que suspenderá parcialmente a greve geral no país contra o presidente Hugo Chávez, mas manterá a paralisação na estratégica indústria Petróleos da Venezuela (PDVSA). ''Alguns setores, as pequenas e médias empresas, vão abrir na semana que vem, porque não têm recursos para se manter fechadas, têm de ganhar dinheiro'', disse à AFP Américo Martin, um dos líderes grevistas.
O membro da Coordenadoria Democrática (CD) esclareceu que a medida não inclui o setor do petróleo.

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