Roma - Pelo menos 5.476 execuções foram realizadas em 2004 no mundo, denunciou ontem a organização internacional ''Hands off Cain'', que luta contra a pena de morte. Apesar de uma leve diminuição do número de execuções em relação a 2003, que foi de 5.607, em países como a China e os Estados Unidos, a pena de morte continua sendo aplicada.
A China, grande potência asiática, é o país onde mais se aplica a pena capital, com mais de cinco mil execuções. Segundo o informe da Hands off Cain, todos os anos há cerca de dez mil sentenças de condenação à morte. Na dramática lista dos maiores carrascos figuram o Irã, com pelo menos 197 execuções, contra 154 em 2003, e Vietnã, com pelo menos 82.
Nos Estados Unidos, um dos poucos países do continente americano onde se aplica a pena capital, 59 pessoas foram executadas, um pouco menos em relação às 65 de 2003 e 71 de 2002. A Hands off Cain reconhece que houve uma redução do número de execuções.
No total, 58 países não aboliram a pena capital em 2004, contra 61 em 2003 e 64 em 2002. A organização internacional admitiu que de qualquer maneira as estatísticas não são de todo confiáveis porque muitos países não divulgam dados sobre execuções.
Os três países que suprimiram a pena de morte em 2004 foram Tadjiquistão, Tanzânia e São Vicente e Granadinas, que não a aplicam há mais de dez anos. Em compensação, quatro países retomaram as execuções depois de anos de suspensão: Líbia, Afeganistão, Índia e Indonésia.
A organização, fundada em 1993 e apoiada por importantes prêmios Nobel da Paz, entre eles Mikhail Gorbatchov, Desmond Tutu, Elie Wiesel e Dalai Lama, apóia uma moratória internacional das execuções e a denunciou a União Européia por opor-se à adoção de uma resolução sobre esse tema nas Nações Unidas.

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