Governos corruptos mancham América Latina
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quinta-feira, 28 de agosto de 2003
France Presse 
Montevidéu- O julgamento do ex-presidente paraguaio Luis
Gonzáles Macchi por suposto desvio de fundos aumenta a lista de ex-presidentes latino-americanos submetidos a processo por corrupção. Acusado de ter desviado US$ 16 milhões do governo para uma conta bancária em Nova York, Macchi foi convocado a prestar depoimento no dia 5 de setembro. Ele pode ser preso ao final do depoimento.
Gonzáles Macchi é o segundo presidente paraguaio processado. O primeiro foi Juan Carlos Wasmosy (1993-1998), condenado a quatro anos de prisão por ter desviado, em 1996, US$ 50 milhões do Banco de Desenvolvimento.
Na Argentina, o ex-presidente Carlos Menem (1989-1999) foi absolvido ontem da acusação de contrabando de armas para Equador e Croácia durante seu mandato, entre 1991 e 1995, mas continuará sendo investigado por suposto enriquecimento ilícito (ver texto na página).
Na Nicarágua, o ex-presidente Arnoldo Alemán (1997-2002) está preso após ter sido acusado em dezembro 2002 de supostas operações de lavagem de dinheiro e fraudes contra o Estado avaliadas em US$ 100 milhões.
No Equador, o ex-presidente Gustavo Noboa (2000-2003) foi processado por ter desviado US$ 9 bilhões do refinanciamento da dívida, mas se exilou na República Dominicana após ter alegado uma ''perseguição política'' contra ele.
O também ex-presidente equatoriano Abdalá Bucaram, destituído por ''incapacidade mental de governar'' pelo Congresso em fevereiro de 1997 (tinha assumido em agosto de 1996), deve responder a seis processos abertos por diversos delitos de corrupção. Está exilado no Panamá desde 1997.
No Peru, o destituído presidente Alberto Fujimori, desde 2000 no Japão, tem processos abertos por corrupção ligados à rede dirigida por seu ex-assessor, Vladimiro Montesinos.
O duas vezes ex-presidente venezuelano Carlos André Perez (1989-1993) foi destituído em maio de 1993 assim que a Corte Suprema de Justiça determinou que existiam provas do desvio de US$ 17,2 milhões de fundos secretos do Estado.


