O governo turco desencadeou, nesta quarta-feira (22), uma nova onda de demissões no âmbito da polícia. A medida atingiu 470 pessoas, entre as quais altos funcionários da polícia da capital, Ancara.

Desde a abertura de inquéritos anticorrupção, o primeiro-ministro, Recep Erdogan, tem conduzido reformas entre as autoridades de segurança e da Justiça. Na última terça-feira (21), 96 procuradores e juízes de várias cidades foram transferidos.

O parlamento debate um projeto de lei para reformar o Alto Conselho de Juízes e Procuradores, uma das principais instituições judiciárias da Turquia. O texto propõe que o governo, representado pelo Ministério da Justiça, tenha a última palavra em relação às nomeações dos magistrados.

A proposta é fortemente contestada pela oposição turca, o que gerou preocupação por parte da União Europeia e dos Estados Unidos sobre a independência do sistema judiciário turco.

Recep Erdogan tem tomado as medidas baseado na suspeita de que membros de grupos ligados ao opositor Fethullah Gulen tenham se infiltrado na polícia e no Judiciário, manipulando inquéritos anticorrupção em ano de eleições.

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