Governo russo rechaça 'demissão'
Ansa
De Moscou
Boris Yeltsin e o premier Vladimir Putin analisaram ontem no Kremlin a situação atual no Cáucaso e a onda de atentados que sacode a Rússia, e dissiparam rumores que davam conta da destituição do primeiro-ministro e uma nova hospitalização do presidente.
A reunião, gravada pela televisão russa, foi dedicada à violência que abala o país e os recentes escândalos de corrupção.
Enquanto o presidente Yeltsin e o premier Putin prometiam reforçar as tropas russas estacionadas na fronteira com a república rebelde da Chechênia, o líder checheno Shamil Basaiev, que organizou as recentes incursões no Daguestão, voltou a fazer ameaças a Moscou. Ele declarou-se pronto para enviar 400 camicases islâmicos para morrer pela fé em atentados na Rússia.
Segundo fontes dos serviços de segurança russos citados pelo diário Vremia, os terroristas caucasianos planejaram envenenar o sistema de água potável de Moscou antes de colocar em marcha os últimos atentados com explosivos que destruíram vários edifícios, causando pelo menos 200 mortos.
Entretanto, as novas ameaças chechenas não detiveram as forças russas estacionadas na fronteira, com Putin confirmando ontem a intenção de impor um cordão sanitário em volta da Chechênia. O primeiro-ministro assegurou que sua prioridade é resolver a situação no Cáucaso.
Por seu lado, o subcomandante do Estado Maior russo, general Valeri Manilov, reiterou sua intenção de continuar com os ataques aéreos contra bases da guerrilha islâmica.
Ele explicou que também pretende recorrer a operações terrestres, para liquidar as formações terroristas de uns 6 mil homens, incluindo adolescentes de 14 e 15 anos, que receberam US$ 80 milhões e armas pesadas de integristas islâmicos paquistaneses e árabes, acrescentou.





