MOSCOU - A volta ao governo do influente chefe da administração presidencial, Anatoli Chubais, responde à vontade do Kremlin de reativar as reformas liberais, mesmo a custo de um conflito com a maioria conservadora do Parlamento.
Chubais foi nomeado vice-premier sexta-feira, um dia depois de o presidente russo ter fustigado, em um discurso à nação, a incapacidade dos dirigentes para resolver o problema dos atrasos no pagamento dos salários e das aposentadorias.
Como chefe da administração presidencial, Chubais, 41 anos, desempenhou um papel importante à sombra, em especial controlando o acesso ao presidente e granjeando para si o apelido de ‘‘regente’’. Mas se evidenciou sobretudo por ter dirigido o grande programa de privatizações na Rússia de novembro de 1991 a novembro de 1994, enquanto número dois do governo e responsável pela economia.
Ao lado do premier Viktor Chernomirdin, Chubais governou de fato o país durante os meses da doença do presidente Boris Yeltsin, vítima de problemas cardíacos e de uma pneumonia desde sua reeleição em julho passado.
Uma parte do meio político criticou duramente a volta de Chubais ao governo.
O principal adversário de Yeltsin nas últimas eleições presidenciais, o chefe do Partido Comunista, Guennadi Zyuganov, estimou que a nomeação de Chubais só iria ‘‘piorar a situação no país’’.
O líder ultranacionalista Vladimir Jirinovsky ironizou a ‘‘reorganização da camarilha de políticos’’.

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