São Paulo - O novo governo israelense reiterou ao enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, que é contra a solução de dois Estados e condicionou a retomada das conversas com os palestinos ao reconhecimento do ''caráter judaico'' de Israel.
Mitchell foi enviado a Jerusalém para pressionar o premiê Binyamin Netanyahu a aceitar a criação de um Estado palestino, norte das negociações desde os Acordos de Oslo (1993).
A resposta israelense evidenciou as divergências frontais entre Netanyahu e a Casa Branca de Barack Obama.
''Israel espera que os palestinos primeiro reconheçam Israel como um Estado judaico antes de dialogar sobre dois Estados para dois povos'', disse Netanyahu a Mitchell.
A exigência é rejeitada pelos palestinos. Eles consideram que o reconhecimento equivaleria a abrir mão dos territórios anexados por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967 e do direito de retorno de quatro milhões de palestinos.
Segundo diplomatas presentes no encontro, Netanyahu também disse a Mitchell que é contra um Estado palestino independente por causa do risco de o grupo radical Hamas expandir seu controle, hoje restrito a Gaza, à Cisjordânia.

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