Governo rejeita cessar-fogo na Costa do Marfim
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segunda-feira, 07 de outubro de 2002
Agência EFE 
AbidjanAs Forças Armadas leais ao presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, prosseguiram ontem seus ataques aos soldados amotinados, apesar das pressões internacionais para o Governo deter a ofensiva que lançou domingo e pactuar um cessar-fogo.
Na segunda maior cidade da Costa do Marfim, Bouaké, no centro do país, voltou-se a ouvir os disparos dos morteiros misturados com os de metralhadoras, após uma noite de tiros esporádicos.
Unidades leais das Forças Armadas (Fanci) atacaram Bouaké domingo à tarde, ao mesmo tempo que em Abidjan, capital comercial do país, o presidente Gbagbo explicava aos mediadores no conflito que não pensava aceitar um cessar-fogo até que os rebeldes larguem suas armas.
Os mediadores, seis ministros de países membros da Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (Ceeau) e funcionários de dita organização, deixaram a Costa Marfim depois da reunião infrutuosa com Gbagbo.
Um membro da delegação da Ceeau, que pediu o anonimato, disse que ''não havia a menor demonstração de boa vontade''.
O ministro das Relações Exteriores da Nigéria, Dubem Onyia, disse que Gbagbo tinha afirmado que a opinião pública não aceitaria que pactuasse um cessar-fogo sem que primeiro houvesse o desarmamento dos amotinados.
A França, ex-país colonizador, pediu ontem a Gbagbo para assinar o acordo.


