Buenos Aires - O Uruguai rechaçou o ultimato dado pela Argentina para que o país voltasse atrás na decisão de aumentar a produção da fábrica de celulose UPM (antiga Botnia), localizada na cidade uruguaia de Fray Bentos, nas margens do Rio Uruguai, que tem a administração compartilhada com a Argentina.
O governo de Cristina Kirchner, por meio do chanceler Héctor Timerman, tentou retomar o diálogo com o país vizinho após já ter dito que levará a questão novamente ao Tribunal de Haia. A Argentina alega que as novas quantidades da UPM aumentarão a poluição do rio. O Uruguai nega que haja contaminação.
A Caru (Comissão Administradora do Rio Uruguai), formada por integrantes das duas nações, nunca chegou a um consenso para divulgar as análises da qualidade da água nos últimos anos.
O chanceler uruguaio, Luis Almagro, em uma carta endereçada ao colega argentino, fez uma contraproposta ao vizinho: a produção da papeleira continuaria igual, mas o país aceitaria aumentar os controles do impacto ambiental. Para isso, o Uruguai propõe uma reforma do Estatuto do Rio Uruguai e pede para que as análises também sejam feitas na outra margem da fábrica da UPM, no município argentino de Gualeguaychú. O governo argentino não se pronunciou.

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