São Paulo - A inteligência venezuelana recebeu ordem para prender um líder opositor depois que o presidente Nicolás Maduro chamou de tentativa de golpe de Estado os incidentes que deixaram três mortos durante protestos estudantis na quarta-feira.
A juíza Ralenys Tovar ordenou ao Serviço Bolivariano de Inteligência a detenção do opositor Leopoldo López, acusado de homicídio, lesões graves e associação para delinquir. Uma porta-voz de López afirmou que não tinha informações a respeito.
A Procuradoria-Geral também emitiu mandados de prisão contra os opositores Ivan Molina Carratu, chefe da Casa Militar durante o governo de Carlos Andrés Pérez, e Fernando Gerbasi, ex-embaixador da Venezuela para a Colômbia, ligando-os a atos de violência na quarta-feira.
Na quinta, milhares de estudantes, acompanhados por líderes da oposição, protestaram nas ruas de Caracas e de outras cidades contra a insegurança, inflação e falta de produtos básicos.
O protesto, o mais intenso contra Maduro desde que ele sucedeu Hugo Chávez, provocou incidentes durante várias horas. Três pessoas morreram, dezenas ficaram feridas e quase 80 foram detidas.
O primeiro morto foi o estudante Bassil Alejandro da Costa, de 24 anos, estudante do primeiro semestre de Marketing na Universidad Alejandro de Humboldt. "O disparo veio da esquina da Rua Tracabordo. Lá estavam três homens de jaquetas que começaram a disparar. Não sabemos se eram policiais", disse um estudante que preferiu não se identificar.
O segundo foi Juan Montoya González, oficial de Policaracas, a polícia de Caracas, e membro do grupo chavista do bairro 23 de Janeiro. A terceira vítima foi um manifestante do município opositor de Chacao, que teve sua morte anunciada no Twitter do prefeito da cidade, Ramón Muchacho. A vítima, Roberto José Redman Orozco, foi atingida por uma bala na Avenida Arthur Uslar Pietri.

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