Governo palestino pede fim dos ataques
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sábado, 08 de julho de 2006
Folhapress 
São Paulo O governo palestino, liderado pelo movimento islâmico radical Hamas, fez um apelo para que os grupos armados extremistas e Israel suspendam as atividades militares para pôr fim a quase duas semanas de violência que deixaram mais de 40 palestinos e um soldado israelense mortos.
O comunicado pedindo para as partes envolvidas suspenderem os ataques. foi emitido pelo primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, líder do Hamas.
Mas governo israelense rejeitou a proposta do premier palestino para um acordo de cessar-fogo entre as duas partes na Faixa de Gaza e pediu a libertação incondicional de seu soldado sequestrado.
''Não negociamos com terroristas. Primeiro devem libertar o soldado sequestrado são e salvo e suspender seus ataques'', declararam porta-vozes do primeiro-ministro, Ehud Olmert.
Autoridades de Israel declararam que estavam abertas a cumprir um compromisso intermediado pelo Egito pela soltura do soldado sem condições prévias, que, em contrapartida, prevê a libertação posterior de alguns prisioneiros palestinos.
Em mais um dia de confrontos entre o Exército de Israel e milícias no norte da faixa de Gaza, ao menos sete pessoas foram mortas ontem, entre elas um garoto de 11 anos. A União Européia acusou o governo israelense de ''uso desproporcional da força''.
Avi Dichter, ministro da Segurança Pública, cogitou a possibilidade de Israel soltar prisioneiros palestinos como ''gesto de boa vontade'' em troca da libertação do soldado Gilad Shalit, 19 anos, sequestrado no dia 25 de julho. A ação foi reivindicada por três grupos, que exigiram a soltura de cerca de mil detidos em prisões israelenses, incluindo todas as mulheres e os menores de idade.
''Israel precisará, após algum tempo, libertar prisioneiros como um gesto recíproco'', declaro Dichter. ''Israel sabe como fazer isso. Israel já fez isso mais de uma vez no passado.'' Mas o ministro do Interior, Roni Bar-On, deu uma entrevista à TV israelense em que rejeitou qualquer tipo de negociação. Bar-On acrescentou que havia acabado de conversar com o premiê de Israel, Ehud Olmert. Internamente, militares israelenses consideram a troca de prisioneiros por Shalit.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, exortou o Conselho de Segurança a tomar uma posição sobre a ação israelense. Em nota, a União Européia condenou Israel pela primeira vez desde o início da ofensiva. ''A UE condena a perda de vidas causada pelo uso desproporcional da força do Exército de Israel e pela crise humanitária agravada'', dizia o texto.
O presidente do Irã, o extremista Mahmoud Ahmadinejad, advertiu que a ofensiva israelense poderá causar uma ''explosão'' no mundo muçulmano. Ahmadinejad, que já questionou o Holocausto e defendeu o fim de Israel, fez o alerta em uma manifestação em apoio aos palestinos em Teerã.


