O governo filipino não aceitou as exigências do grupo guerrilheiro Abu Sayyaf, que mantém 59 reféns no Sul do país, de declarar um estado muçulmano independente e anunciou que o Exército vai continuar combatendo os sequestradores. Mais dois soldados morreram em ataques aos guerrilheiros do grupo, que já executaram dois reféns filipinos, um deles por decaptação, segundo afirmou no domingo uma rádio local que citou um oficial de polícia.
Os combatentes muçulmanos exigem, para libertar seus reféns – entre eles três americanos –, a criação de um estado islâmico independente no Sul do país, do qual fariam parte as ilhas de Basilan, Sulu e Tawi-Tawi. Cerca de 80% dos filipinos são católicos. Entretanto, uma minoria muçulmana vive no Sul do arquipélago.
‘‘Qualquer exigência política contra a Constituição ou a integridade territorial será fortemente rejeitada pelo governo’’, afirmou o porta-voz das Forças Armadas, general de brigada Edilberto Adan em coletiva de imprensa. ‘‘Vamos manter a pressão e enviar mais tropas para persegui-los’’, declarou o militar.
A tarefa não tem sido fácil para os militares filipinos, que já deixaram escapar o comando rebelde e seus reféns na segunda-feira, depois de tê-los cercado na costa norte de Basilan. De acordo com o chefe da polícia de Lamitan, Omar Adjit, os rebeldes se refugiaram no Monte Kellut, uma região de difícil aceso, próxima da cidade de Tuburan.
Na semana passada, o grupo muçulmano Abu Sayyaf atacou um balneário da ilha de Palawan e tomou como reféns 20 pessoas, inclusive três americanos. Nove dos reféns conseguiram escapar, enquanto outros dois foram assassinados pelos guerrilheiros.
Depois de ser localizado na sexta-fiera na ilha de Basilan, o comando se refugiou no sábado em Lamitan, onde ficou entrincheirado num hospital e numa igreja. Os rebeldes, apesar de estarem cercados, conseguiram fugir levando consigo um número indeterminado de novos reféns.
‘‘Nosso comando suicida está disposto a se sacrificar e matar os reféns civis. Não queremos dinheiro, somente a devolução de Sulu, Basilan e Tawi-tawi,’’ disse a uma emissora de rádio Abu Sabaya, porta-voz do grupo Abu Sayyaf.

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