Governo minimiza ameaças
São Paulo- No dia em que confirmou o início do processo de enriquecimento de urânio a 20% em seu próprio território, o Irã negou que as ameaças de sanções e novas resoluções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) o impeçam de avançar em seu programa nuclear.
''Se eles tentarem uma nova resolução, estarão cometendo um erro. Isso não ajudará a resolver a disputa nuclear entre o Irã e o Ocidente'', afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast.
Em entrevista a jornalistas, em Teerã, Mehmanparast afirmou que o país não vai abandonar seu ''programa nuclear pacífico''.
Teerã nega as acusações ocidentais de que tenha objetivos militares com seu programa nuclear. A desconfiança ganhou força nesta semana com o anúncio iraniano de que, violando as atuais resoluções do Conselho de Segurança, iria enriquecer urânio de 3,5% a 20% em seu próprio solo. O urânio altamente enriquecido é suficiente para produzir isótopos médicos, mas pouco para os 905 necessários para uma bomba.
As resoluções (que incluírem sanções) contra o Irã não serão capazes de solucionar problemas, mas provocarão vários aos países que as aprovarem. Se pensam que com estas resoluções o povo iraniano dará um passo atrás [em seu programa nuclear], estão enganados, disse Mehmanparast.
Mehmanparast afirmou ainda que as políticas de sanção aplicadas contra o Irã nos últimos 31 anos fracassaram e os países que as adotaram não conhecem bem o povo iraniano. (Folhapress)





