São Paulo - O governo de Nicolás Maduro, entre fevereiro e março de 2014, reprimiu 34% das manifestações na Venezuela, enquanto o valor mais alto do seu predecessor, Hugo Chávez, foi de 7% em 2009.
O número, divulgado pela ONG de Direitos Humanos Provea, leva em conta os 602 protestos realizados em Caracas e mais seis Estados - Carabobo, Táchira, Bolívar, Mérida, Lara e Zulia.
Em uma medição mais ampla, que leva em conta 16 Estados, os protestos de fevereiro e março reuniram, ao todo, 800 mil pessoas. Entre fevereiro e maio, foram presas 3.127 pessoas no contexto dos protestos, das quais 114 permanecem presas, 1.912 estão sob medidas cautelares e 407 estão em liberdade, segundo a ONG. O número representa cerca de 30% do total de prisões de manifestantes dos últimos 24 anos.
O estudo diz ainda que, em 2014, foram registrados 153 casos de tortura e maus -tratos contra detidos. Os protestos deixaram 41 mortos e, entre os 854 feridos, 333 foram agredidos pela Guarda Nacional Bolivariana, diz a ONG.
Segundo a Provea, o número de casos de violação de liberdade de expressão no primeiro quadrimestre de 2014 cresceu 240% em relação a 2013 - foram 325 no total.

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