Governo Kirchner falava em acusação 'vil'
Buenos Aires - A deputada opositora Patricia Bullrich afirmou que "um promotor morto antes de dar um relatório ao Congresso em um caso onde há terrorismo internacional me parece de uma enorme gravidade". A deputada disse ter falado no sábado com Nisman três vezes e ele mencionou que havia recebido várias ameaças.
Elisa Carrió, líder da Coalizão Cívica, declarou que era um assassinato, que esta morte era previsível e não reconheceu a versão do suicídio. Para sua audiência desta segunda-feira o promotor solicitava que seu comparecimento ocorresse em particular, mas parlamentares governistas exigiam que a audiência fosse pública e transmitida pela televisão.
No Twitter várias hashtags com palavras-chave do ocorrido apareciam entre as mais populares nesta segunda-feira, enquanto #Nisman e #CFKAsesina - as iniciais do nome da presidente - se impunham entre os seguidores desta rede social.
O governo argentino rejeitou a denúncia "vil" do procurador. A assinatura de um memorando de entendimento com o Irã aumentou a tensão nas relações entre o governo de Kirchner e a comunidade judaica, integrada por 300 mil membros, a maior da América Latina.
O governo defendeu o acordo bilateral com o Irã para investigar os acusados de planejar o ataque. Cinco ex-funcionários iranianos, entre eles um ex-presidente, atuais ministros e líderes religiosos locais têm ordens de captura internacional da Interpol a pedido da Justiça argentina. (F.P.)





