O governo italiano ordenou a retirada de 12 mil pessoas de suas casas devido às enchentes dos rios Pó e Ticino, que já causaram pelo menos 25 mortes na região próxima aos Alpes italianos e suíços.
Os últimos cadáveres retirados do lodo foram os de um menino de um ano e uma mulher, aparentemente sua mãe. Além das 25 vítimas, há outras 21 pessoas desaparecidas nos dois países, que as autoridades acreditam estarem mortas.
As equipes de emergência retiraram ontem a população de várias aldeias inundadas pelos rios Pó, o maior rio da Itália, e Ticino, um de seus afluentes, que desce dos Alpes.
‘‘Até mesmo os que se recusavam a abandonar suas casas, como os anciãos, acabaram sendo convencidos’’, disse o reverendo Pier Luigi Rossi, pouco antes de abandonar sua igreja na aldeia de San Rocco al Porto.
O transbordamento do rio Pó, em várias localidades, deve atingir seu ponto máximo hoje na cidade de Piacenza, segundo as autoridades. O Pó irriga as férteis regiões agrícolas da Lombardia e Emilia Romagna, desembocando nas lagunas de Veneza.