São Paulo - Cerca de 450 detentos foram libertados de várias prisões no Iraque ontem em mais uma etapa do plano de reconciliação do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki. Com a ação de ontem, já são 2.500 os presos colocados em liberdade neste mês.
O sexto grupo de detentos foi reunido na prisão de Abu Ghraib, a oeste da capital Bagdá, para ouvir um breve discurso de Muaffak al Rubaye, conselheiro iraquiano de segurança nacional.
''Sua libertação marca o plano de reconciliação nacional do primeiro-ministro. Não se trata de um jogo político. É uma tentativa sincera de chegar à reconciliação nacional e à unidade no Iraque.''
Os prisioneiros são suspeitos de vínculos com terrorismo, mas que não cometeram diretamente atentados a bomba, assassinatos ou sequestros.
O plano de reconciliação apresentado pelo premier ao Parlamento iraquiano prevê anistia aos presos que não cometeram estes crimes.
Em 30 de abril deste ano, havia 28.700 presos no Iraque, dos quais cerca de 15 mil se encontravam sob custódia da força multinacional dirigida pelos EUA, segundo o Ministério de Direitos Humanos.

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