France PresseO líder xiíta Sadek al SadrO Iraque denunciou ontem que o assassinato do líder religioso xiíta, na última sexta-feira à noite, foi praticado com o objetivo de provocar revoltas populares, após o fracasso dos ataques norte-americanos e britânicos, em dezembro passado. O aiatolá Mohammad Mohammad Sadek al Sadr foi assassinado na sexta-feira à noite, com seus dois filhos, em Najaf (170 km ao sul de Bagdá).
Em Amã, testemunhas iraquianas relataram, por telefone, que as forças de segurança do Iraque reprimiram com rigor as manifestações de rua do sábado à noite, horas depois do anúncio do assassinato, nos bairros da periferia de Bagdá e Najaf, onde o domingo amanheceu tranquilo.
Em Damasco, a oposição xiíta anunciou que pelo menos 15 xiítas morreram no bairro apelidado de ‘‘Saddam City’’, ao norte da capital Bagdᒒ.
‘‘Este assassinato, promovido pelos que estão movidos pelo ódio ao Iraque, é mais uma tentativa de prejudicar nosso país e desestabilizá-lo, depois do fracasso das forças de opressão mundial’’, publicou ontem o jornal Al Joumhuriya, numa alusão à operação ‘‘Raposa do Deserto’’, promovida em dezembro pelos EUA e Grã-Bretanha.
O Iraque desmentiu formalmente que tenham ocorrido manifestações no bairro de ‘‘Saddam City’’, mas segundo a TV norte-americana CNN, vários manifestantes morreram e outros ficaram feridos.
Os jornalistas, que só puderam entrar no bairro no sábado, durante uma visita guiada, viram ruas onde reinava a calma, mas ninguém foi autorizado a falar com os moradores.
O representante em Londres da Assembléia Suprema da Revolução Islâmica do Iraque (Asrii, baseada no Irã) denunciou que o exército iraquiano bombardeou bairros tomados por manifestantes xiítas em Nassiriya (300 km ao Sul de Bagdá). Na região, os moradores ocuparam edifícios governamentais para protestar contra a morte do líder religioso.
No Irã, o principal dirigente da oposição xiíta iraquiana, o aiatolá Mohammad Baqer al Hakim, acusou ontem o regime de Bagdá de ter assassinado o aiatolá Sadr, e exigiu o envio ao Iraque de uma missão internacional, para investigar o crime.

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