Governo indonésio tenta evitar novos atos de violência
A polícia de Jacarta, em resposta aos atentados contra cristãos na noite de Natal, que deixaram 14 mortos, e que coincidiram com a festa muçulmana do Fitr, o fim do mês de jejum do Ramadã, mobilizou ontem 18.000 homens e pediu aos muçulmanos para que evitem as concentrações nas ruas.
Enquanto os cristãos enterravam seus mortos sem incidentes, o presidente e a vice-presidenta da Indonésia qualificaram no domingo de selvagens os atentados.
O presidente Abdurrahman Wahid prometeu castigar os autores das matanças e a vice-presidenta Magawati Sukarnoputri se reuniu com líderes muçulmanos e cristãos e pediu para que eles juntem seus esfoços a fim de acabar acabar com os conflitos entre ambos.
Em uma mensagem de Natal na província cristã de Irian Jaya, Wahid criticou energicamente os autores dos atentados em oito localidades, que deixaram 14 mortos e centenas de feridos.
Não devemos temer os terroristas que querem criar uma ruptura na unidade do país. O governo vai atuar com contundência contra estas ações selvagens declarou, segundo a agência Antara.
O presidente, um muçulmano moderado, afirmou que sua responsabilidade é proteger as pessoas de seu país, de maioria muçulmana, quaisquer que sejam as suas crenças.
Os culpados têm que ser detidos, afirmou por sua parte Megawati durante um encontro com membros do Fórum Indonésio para a Paz (FIP).
Autoridades e analistas concordaram que os autores dos atentados tinham como objetivo gerar confrontos entre muçulmanos e cristãos, e que eles poderiam atacar de novo durante a festa do Fitr.
O chefe da polícia da capital, Jacarta, Mulyono Sulaiman informou sobre a mobilização de 18.000 policiais e 300 soldados.
Sulaiman afirmou que a polícia manterá o esquema na véspera e durante os dois dias de celebração do fim do Ramadã, ou seja, até amanhã.
Os atentados de Nochebuena não foram reivindicados por nenhum grupo, embora a polícia tenha informado que conseguiu identificar quatro suspeitos: dois na cidade de Bandung, e dois na ilha de Lombok. Os suspeitos de Bandung sobreviveram a uma explosão na qual morreram três pessoas.





