São Paulo - Os cinco maiores partidos políticos holandeses no Parlamento apóiam a adoção da Constituição européia, mas os pequenos partidos, tanto da extrema-direita como da extrema-esquerda, têm feito uma oposição ferrenha contra o documento, que vai ser votado hoje. Várias pesquisas estão mostrando que, assim como a França, a maioria dos eleitores deve rejeitar o documento.
Os dois maiores partidos da coalizão do governo, o democrata cristão CDA e o liberal VVD se opuseram à realização do referendo, e queriam que a votação fosse realizada somente pelo Parlamento. O centrista P66 e os partidos de oposição Trabalhista e Verde, que representam a esquerda, e fazem parte da coalizão do governo, introduziram o projeto de lei para a realização do referendo.
Partidários do CDA dizem que o tratado aumenta a possibilidade para uma cooperação maior contra o crime e o terrorismo, além de tornar a economia européia mais forte, por meio de uma maior relação entre os países. Para os membros do VVD, os Parlamentos nacionais de cada um dos 25 países-membros vão ganhar mais controle sobre as decisões na União Européia (UE).
A adoção do tratado pode gerar mais empregos por causa da livre concorrência, mais segurança e políticas imigratórias mais severas. Os políticos que apóiam a Constituição também dizem que o documento pode tornar a Europa mais competitiva frente a países como a China, Índia e os Estados Unidos.
Um dos líderes da oposição, Geert Wilders, diz que o tratado vai tornar a Holanda uma ''mera Província'' da Europa, já que os países maiores terão mais poder em vários assuntos, incluindo o delicado tema da imigração. Se aderir ao bloco, a Turquia terá mais poder decisório do que a Holanda.
O Partido Socialista holandês afirma que a Constituição vai formar um ''super-Estado incontrolável'', que pode levar à privatização da educação e do sistema de saúde. Já partidos religiosos holandeses reclamam que não há nenhuma referência à religião na Constituição.

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