Governo francês nega resgate de jornalista
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Marcelo Ninio <br> <br> Folhapress 
São Paulo - Apesar da confirmação da presença da jornalista francesa Edith Bouvier no Líbano, e da declaração anterior de Nicolas Sarkozy, o presidente francês voltou atrás e disse que não há ''confirmações de que ela se encontra em segurança no Líbano'', segundo informações do site do jornal francês Le Monde.
''Eu fui impreciso, peço desculpa a todos'', afirmou Sarkozy, explicando que a situação era ''extremamente complexa''.
A direção do jornal Le Figaro para o qual Bouvier trabalha disse que fontes diplomáticas informaram que ela não estava no Líbano e que teria permanecido na Síria. ''É falso dizer que ela está sã e salva no Líbano'', disse a direção do jornal.
Bouvier fraturou a perna no mesmo bombardeio em Homs que matou o fotógrafo francês Rémi Ochlik e a jornalista americana Marie Colvin no dia 22 de fevereiro.
Mais cedo, foi confirmada a saída do britânico Paul Conroy, 47, ferido no mesmo ataque do Exército em Homs. Após cruzar a fronteira de madrugada, ele foi levado a Beirute, onde recebeu assistência da embaixada britânica.
Na semana passada, opositores divulgaram um vídeo em que Bouvier dizia ter fraturado a perna no bombardeio e pedia ajuda para sair de Homs e receber atendimento médico apropriado.
A confirmação de que Conroy e Bouvier haviam chegado ao Líbano em segurança havia sido motivo de grande comemoração na sede da Acas (Alta Comissão para Assistência Síria), em Istambul, onde boas notícias tem sido raras.
Sitiada há quase um mês pelas forças sírias, a cidade de Homs tornou-se o principal bastião rebelde e o maior foco da violência do regime sírio, com centenas de civis mortos, segundo ativistas.
Os jornalistas foram atingidos em um centro de imprensa da oposição no bairro de Baba Amr, o mais castigado pela ofensiva. Segundo relatos, 64 civis foram mortos anteontem ao tentar escapar do bairro sitiado.


