Paris - O governo de centro-direita francês sofreu um revés no primeiro turno das eleições regionais realizadas ontem na França. Até às 18 horas (horário de Brasília), as eleições eram lideradas pelo partido socialista e com um forte avanço da extrema-direita, segundo as primeiras pesquisas de boca de urna.
A esquerda (socialistas, comunistas e ecologistas) obteriam 40,5% dos votos. O governo teria 34%, a extrema-direita 17,5% e a extrema-esquerda 5%.
Cerca de 42 milhões de eleitores foram convocados para eleger os conselheiros regionais e conselheiros gerais, o poder executivo nos departamentos, mas os analistas destacaram que os eleitores pegarão a chance para julgar os dois anos do governo Chirac.
Um segundo turno está previsto para o próximo domingo, 28 de março, no qual essencialmente deverão se enfrentar o partido de Chirac (União para um Movimento Popular, UMP), os socialistas, e o partido de ultradireita de Jean-Marie Le Pen, a Frente Nacional (FN).
A abstenção no primeiro turno das eleições regionais francesas se situaria entre 38% e 40%, um nível inferior ao do precedente escrutínio regional de 1998 (42,3%), segundo as estimativas dos institutos de pesquisas, IPSOS, CSA e Sofres.
A taxa de abstenção ficaria em 40%, segundo uma estimativa feita às 18h50 locais (14h50 de Brasília) pelo instituto CSA, e em 38,3%, segundo IPSOS-DELL.
Se esta tendência se confirmasse, recuaria o aumento da abstenção registrada desde o final dos anos 80 na maioria das eleições francesas.
Uma recente pesquisa, publicada pelo jornal Le Monde, mostrou que 70% das pessoas interrogadas desejavam que os eleitores ''aproveitassem esta eleição para manifestar seu descontentamento'' para com o governo, o que representa uma alta de três pontos desde a precedente pesquisa idêntica a 26 de fevereiro.

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