São Paulo - O governo da Turquia afastou ontem dois chefes de investigação e outros 16 oficiais da polícia que participaram da operação anticorrupção que prendeu 25 pessoas por fraude fiscal e suborno na cidade de Esmirna, no oeste do país.
A ação é mais uma punição do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan ao trabalho dos agentes, que no mês passado prenderam mais de 80 pessoas, incluindo filhos de ex-ministros. A ação policial provocou a renúncia de três ministros e a demissão de outros dez, no maior golpe em 11 anos de domínio do chefe de governo.
Segundo a agência de notícias Anadolu, o decreto foi assinado pelo novo ministro do Interior, Efkan Ala, na noite de terça-feira. Além dos policiais de Esmirna, a medida destitui os chefes adjuntos de segurança nacional da capital Ancara, de Antalya e Diyabakir.
O expurgo acontece um dia após outro decreto destituir pelo menos 350 policiais em Ancara, elevando a 700 o número de agentes, de todos os níveis, expulsos da corporação desde meados de dezembro, segundo dados da imprensa turca.
Os meios de comunicação locais também informaram o afastamento de um dos principais promotores de Istambul. Zekeriya Öz investigava casos de corrupção do governo e foi alvo de uma reportagem da imprensa estatal o acusando de ter recebido dinheiro de uma construtora investigada por ele para suas férias em Dubai.
A União Europeia mostrou preocupação com a situação na Turquia e pediu uma investigação "transparente e imparcial" sobre as acusações de corrupção contra o governo.

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