Governo e rebeldes impõem exigências
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segunda-feira, 15 de maio de 2000
Associated Press De Jolo 
O governo e guerrilheiros muçulmanos estabeleceram ontem novas condições para o início de conversações visando a libertação de 21 reféns ocidentais e asiáticos sendo mantidos por rebeldes numa floresta do sul das Filipinas.
O porta-voz dos rebeldes do Abu Sayyaf, Abu Ahmad, disse que os militares têm de suspender todas as operações nas províncias onde os guerrilheiros mantêm os cativos e permitir que o grupo reúna-se diretamente com o Estado Maior das Forças Armadas e com o chefe da Polícia Nacional.
O governo também deve autorizar que os líderes do Aby Sayyaf na ilha de Basilan viagem para a ilha vizinha de Jolo, onde 21 reféns são mantidos, para que eles possam participar das negociações, disse Ahmad. O governo insistiu em receber por escrito uma única lista de exigências dos rebeldes.
Queremos que eles tomem decisões coletivas, disse o negociador Robert Aventajado. Caso contrário, como podemos promover qualquer negociação?, questionou.
Aventajado, que havia viajado para a Manila para conversar com o presidente Joseph Estrada, disse que havia recebido a autorização do presidente para retornar hoje a Jolo e que esperava dar início a negociações formais baseadas nas exigências por escrito dos rebeldes no dia seguinte.
Estrada, que viaja hoje para a China numa visita oficial, tem sido criticado por deixar o país num momento de crise. A violência tem vivido uma escalada no empobrecido sul das Filipinas desde o mês passado, quando o exército atacou uma faixa de estrada de 15 quilômetros controlada pela Frente Moro de Libertação Islâmica, o maior e mais moderado dos dois grupos muçulmanos lutando contra o governo. A FMLI abandonou conversações de paz por causa do ataque.
Ontem, entretanto, a FMLI anunciou que iria retirar suas forças da estrada, que margeia seu principal acampamento, para que as negociações possam ser retomadas.
O menor e mais extremista Abu Sayyaf capturou os 21 reféns em 23 de abril na ilha de Sipadan, um ponto de mergulho malaio, e os levou para Jolo, Filipinas, cerca de uma hora de barco de distância.
Os reféns são dois sul-africanos, dois finlandeses, uma libanesa, três alemães, dois franceses, nove malaios e dois filipinos.


