Genebra, Síria - O cessar-fogo na Síria foi anunciado, mas se encontra seriamente comprometido pelos atos de violência registrados apenas uma hora depois de sua entrada em vigor, à zero hora de ontem, e a oposição e o regime se acusam mutuamente de colocá-lo em perigo, apesar de o autor do plano de paz, o emissário Kofi Annan, considerar que o fim das hostilidades parece estar sendo respeitado. Oito pessoas, entre elas sete civis, morreram e várias dezenas ficaram feridas nesta quinta-feira na Síria, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Este número supõe uma ruptura em relação ao da semana passada, na qual houve dezenas de mortos por dia, segundo esta ONG. Um civil morreu na província de Hama ''pelos disparos das forças de segurança ou pelos dos shabbiha'' (milícias pró-governamentais), informou à AFP o presidente do OSDH, Rami Abdel Rahman.
Outros quatro civis morreram em Homs (Centro) e outro na província de Idleb (Noroeste). Um oficial do exército morreu na explosão de uma bomba em Alepo (Norte), que deixou também dezenas de feridos. A agência oficial Sana qualificou este atentado de ''terrorista''.
O ministério sírio do Interior, por sua vez, fez um pedido aos refugiados que fugiram da violência para que retornem ao país e também anunciou uma anistia para todos os homens armados que ''não tenham sangue nas mãos''', anunciou a TV pública.
''O Ministério do Interior apela aos homens armados que não têm sangue nas mãos que se apresentem à delegacia mais próxima para entregar suas armas. Eles serão liberados e não serão processados'', afirma o anúncio.
O regime sírio anunciou mais cedo a suspensão das operações militares, mas advertiu que suas forças responderiam a qualquer ataque ''terrorista'', em referência aos rebeldes, que também prometeram respeitar 100% a trégua.

Imagem ilustrativa da imagem Governo e oposição trocam acusações
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