O governo colombiano e a guerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) retomam amanhã as conversações de paz, quase três meses depois de os rebeldes decidirem suspendê-las, alegando que as autoridades não mostram ‘‘resultados satisfatórios’’ na luta contra os grupos paramilitares de extrema direita.
O presidente colombiano, Andrés Pastrana, admitiu ontem que o governo está estudando a possibilidade de ampliar uma área neutra no sul do País de 42 mil quilômetros quadrados para avançar no processo de paz aberto com a guerrilha das FARC.
‘‘A negociação existe (não está descartada a ampliação da desmilitarização), porque já claramente se inicia o processo e estaríamos nos reunindo para conversar, e eu acho que esta é a vontade de paz que estamos esperando todos os colombianos, de que passemos dos diálogos para a mesa de negociações’’, disse o presidente.
As declarações de Pastrana foram feitas a jornalistas colombianos reunidos em Santo Domingo, onde o presidente colombiano participa da II Cúpula de governantes da Associação de Estados do Caribe (AEC).
Pastrana insistiu em que a retirada das tropas foi ordenada para que o governo e as FARC (marxistas) ‘‘tivessem a oportunidade de começar com os diálogos e, através deste processo, iniciar formalmente uma negociação’’.

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