Washington, EUA – Cerca de 300 e-mails da ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton foram divulgados ontem, quase todos em relação à segurança na Líbia e ao atentado que matou o embaixador americano em Benghazi, em 2012. Os e-mails representam menos de 1% do total de comunicações eletrônicas que Hillary devolveu ao governo para arquivamento. Ela manteve um e-mail pessoal em um servidor criado para ela e seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, nos quatro anos em que foi secretária de Estado (2009-13). Hillary é a principal candidata democrata a suceder o presidente Barack Obama na campanha do ano que vem.
Um dos 300 e-mails tinha informação considerada "confidencial" e será mantido secreto a pedido do FBI, a polícia federal americana. Antes, ela tinha dito que jamais havia recebido comunicações "sensíveis" à segurança nacional nesse e-mail familiar. Em fevereiro, Hillary admitiu ter "errado" em continuar usando o e-mail pessoal e que o fez por "praticidade", para ter tudo em um único smartphone. Metade dos e-mails desse período em seu servidor foi apagada por ter conteúdo "estritamente pessoal", disse então a candidata, explicando que se tratavam de temas pessoais, da morte da mãe ao casamento da filha, Chelsea, e a rotinas de ioga.
A oposição republicana tem acusado Hillary de "se achar acima da lei" e de não dar transparência a seus passos. Analistas dizem que a estratégia é relembrar ao eleitorado os escândalos pessoais e os lances de telenovela do casal Clinton nos anos 90. "Estou feliz de que os e-mails comecem a ser divulgados", disse Hillary, em uma rara conversa com a imprensa, em uma visita a New Hampshire, um dos primeiros Estados a realizar as primárias partidárias no início do ano que vem.

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