São Paulo - O governo do Líbano pediu na última quarta-feira a prisão preventiva da libanesa Rana Abdel Rahim Koleilat, 39 anos, presa desde domingo no Brasil. A prisão preventiva é o primeiro passo para a extradição da libanesa, segundo o Itamaraty.
O pedido foi analisado e aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mesmo dia. O governo do Líbano tem agora 60 dias para fazer oficialmente o pedido de extradição, período em que vale a prisão preventiva. Segundo o Ministério da Justiça, o pedido cita as supostas fraudes de US$ 1,2 bilhão cometidas por Rana no sistema bancário libanês.
De acordo com o STF, o pedido de prisão e de extradição não impede que ela responda pelo crime de tentativa de suborno que, segundo a polícia, ela cometeu ao oferecer US$ 200 mil aos policiais que a encontraram.
Rana foi presa por ter tentado subornar os policiais que a encontraram, em um flat na zona norte da cidade. Ela foi localizada por meio de informações passadas por um denunciante anônimo que, segundo a polícia, falava com forte sotaque. Nas ligações, ele deu detalhes sobre o paradeiro dela.
Além da denúncia anônima, a polícia tinha um comunicado da Interpol e outro do consulado do Líbano. os documentos pediam apenas a localização da libanesa.
Segundo a advogado da libanesa, Victor Mauad, a prisão aconteceu por um mal-entendido, já que sua cliente não fala português e não poderia oferecer dinheiro aos policiais.

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