Governo determina transferência de policiais
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quarta-feira, 08 de janeiro de 2014
Folhapress 
São Paulo - O governo da Turquia publicou ontem um decreto que demite ou transfere 350 policiais, a maioria deles envolvidos em uma operação anticorrupção que afetou aliados do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.
A ação policial, feita em 17 de dezembro, terminou com incursões a escritórios e casas de executivos aliados do governo e filhos de três ministros, que foram presos. Eles são acusados de corrupção ativa, fraude fiscal e lavagem de dinheiro.
A operação forçou a renúncia de três ministros e fez com que o chefe de governo demitisse mais dez, junto com outros 70 funcionários ligados ao caso.
Dentre os dispensados, estão os chefes dos serviços contra crimes financeiros, de luta contra o contrabando e o crime organizado na capital Ancara. O decreto nomeia 250 substitutos para os policiais demitidos e transfere outros cem das delegacias especiais para distritos policiais comuns e rodoviários no interior do país.
Enquanto isso, a Promotoria avança com as investigações, com a prisão de 25 pessoas, dentre eles servidores públicos, na Província de Esmirna, no oeste do país.
Apoio
Erdogan pediu apoio de seus militantes para o que chamou de "trama suja de elementos" para atingir a economia e a população turca. "A história não perdoará aqueles que se misturaram a esse jogo. Convido cada um dos nossos 76 milhões de habitantes a levantar por si mesmo, defender a democracia e agir como um só contra esses ataques contra o nosso país", disse.
O escândalo representa a maior ameaça ao primeiro-ministro em 11 anos no poder, levantando temores de uma cisão em seu Partido AK em meio à corrida eleitoral e de danos ao forte crescimento econômico.
O caso também o coloca contra religiosos turcos baseados nos Estados Unidos com forte influência na polícia e no judiciário, acusados de serem coniventes com a investigação.


