Governo de união nacional em Israel
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de abril de 1997
France Presse, de Jerusalém 
France PresseNegociaçãoBill Clinton recebeu o rei da Jordânia para falar da crise no Oriente Médio O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ontem que está estudando a possibilidade de formar um governo de união nacional com a oposição trabalhista, na perspectiva de negociações de paz finais com os palestinos. Nós queremos estudar, certamente, a formação de uma plataforma a mais ampla possível para as negociações com os palestinos sobre o estatuto final, declarou em uma entrevista à emissora de rádio do exército.
A questão é saber se um governo de união nacional pode ajudar a conseguir esse objetivo ou se, ao contrário, seria um obstáculo, afirmou o chefe de governo. Haverá um governo de união nacional ou dois governos?, questionou.
Segundo a emissora militar, o diretor geral da presidência do Conselho de Ministros, Avigdor Lieberman, está em intensas conversações com dirigentes trabalhistas para explorar as possibilidades de um governo de união nacional.
Uma coalizão parlamentar composta pelo grupo do Likud (partido de Netanyahu) e pelo Partido Trabalhista permitiria a um governo apoiar-se em 66 dos 120 deputados, mesmo número de que Netanyahu dispõe atualmente.
Mas essa mesma coalizão compreenderia somente dois grupos parlamentares e seria então menos fragmentada do que a atual maioria, composta pelo Likud e por outros cinco partidos de direita e religiosos.
No campo dos trabalhistas, o chefe do partido, o ex-Primeiro-Ministro Shimon Peres, defende há semanas a união nacional, mas outros dirigentes resistem. Um governo de união nacional permitiria também a Netanyahu ser objeto de menos críticas de parte da comunidade internacional.
Violência Quatro palestinos, um deles policial, morreram ontem em uma onda de atos violentos nos territórios ocupados, pela qual Israel e os palestinos se acusam mutuamente.
Dois palestinos foram mortos e outros quatro feridos por explosivos na Faixa de Gaza e mais dois foram abatidos pelo exército israelense na Cisjordânia, em incidentes.
Segundo o exército israelense, os dois palestinos abatidos na Faixa de Gaza eram kamikazes integristas que queriam atacar colonos judeus, mas não conseguiram porque as bombas que levavam explodiram antes do tempo. Já a Autoridade Palestina acusou o exército israelense de ter cometivo ao menos um ataque, com o balanço de um morto e sete feridos. Em seu comunicado oficial, a Autoridade Palestina disse: Um jipe militar israelense lançou uma granada contra um táxi palestino e uma carreta perto da colônia judia de Kfar Dom, no centro da Faixa de Gaza.


