O governo e a oposição empataram ontem com 54 votos no Parlamento, depois do primeiro debate de duas moções de desconfiança desde a renúncia do ex-chanceler David Levy, há uma semana. Foi um embaraçoso resultado para o confiante primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, mas insuficiente para a oposição derrubá-lo.
Se o deputado da oposição Salah Tarif estivesse presente à votação evitaria o empate. Mas, mesmo com 55 a 54 votos, duas abstenções e a ausência de três deputados da coligação e de outros três rebeldes do Likud, a vitória por maioria simples não derrubaria o governo, que só cairá, segundo a nova lei eleitoral israelense, quando for derrotado pela maioria absoluta de 61 entre 120 votos.
Dos cinco deputados do partido Gesher, liderado pelo ex-ministro David Levy, quatro votaram contra o governo. O Likud, agora, clama por vingança, sugerindo o corte de fundos distribuídos entre os partidos da coligação, além da renúncia de seus membros de várias comissões parlamentares, como a do Trabalho e Bem-Estar, que é presidida por Maxim Levy, irmão de David. Um ministro doente, Zevulum Hamer, da Educação, tentou votar por fax, mas não pôde.
O mau tempo em Israel, que congelou literalmente as obras de colonização na Cisjordânia, perdurou apenas dentro do Parlamento. O sol já derretia os 15 centímetros acumulados da primeira ‘‘nevasca’’ em seis anos quando os deputados iniciaram o debate das duas moções de censura apresentadas pelo Partido Trabalhista e o Meretz.

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