O líder de um partido secular chamou de mentiroso o chefe de uma facção ortodoxa judaica. O líder ortodoxo respondeu então acusando o outro de racismo. Os dois são ministros do governo do primeiro-ministro Ehud Barak, que aparentemente está a um dia de sua dissolução. Shas, o partido ortodoxo judeu, representando israelenses originários do Oriente Médio, já renunciou da coalizão de Barak, alegando que seu falido sistema escolar marcado por escândalos é um saco de pancadas do ministro da Educação Yossi Sarid, do secular Partido Meretz. Os ministros do Meretz anunciaram ontem que irão renunciar ao governo a fim de dar a Barak uma chance de trazer de volta à coalizão seus arquiinimigos do Shas e, assim, resgatar os esforços de paz de Barak com os palestinos. A secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, deve chegar à região na próxima semana para sondar a possibilidade de convocar uma reunião de cúpula em Washington entre o presidente americano, Bill Clinton, o líder palestino Yasser Arafat e Barak. Mas se o governo Barak afundar, as iniciativas de paz podem ser congeladas por meses. Se o Shas, o maior parceiro de Barak, sair do governo, o primeiro-ministro perderia sua maioria no Parlamento, o que o forçaria a tentar formar um governo minoritário ou convocar eleições.

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