Rio de Janeiro - O diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, afirmou ontem que a Bolívia é mais dependente do Brasil na questão do gás, e não o contrário, como costuma dizer o governo boliviano. ‘‘Se houver a interrupção (nas exportações de gás), ou seja, se a Bolívia quebrar o contrato com o Brasil, o país fica sem óleo e sem receita e o povo não quer isso... O governo cai em três meses’’, afirmou, lembrando que o petróleo utilizado na Bolívia é extraído junto ao gás natural. Ou seja, cortes na produção de gás criam risco de desabastecimento de combustíveis no país.
  Sauer destacou que o decreto de estatização das reservas nacionais bolivianas de gás natural tem como único objetivo elevar as receitas do país. Ele disse que, com a nova carga tributária, que elevou para 82% os impostos sobre a produção de gás, a arrecadação com a produção do combustível este ano deve chegar a US$ 700 milhões. Entre 1999 e 2005, a Bolívia arrecadou US$ 575 milhões com o gás natural. ‘‘O governo boliviano precisa do Brasil’’, reiterou o executivo.

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