Governo confirma 1 morto e 400 feridos em confronto
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quinta-feira, 03 de fevereiro de 2011
Folhapress 
São Paulo - O ministro da Saúde do Egito, Ahmed Farid, confirmou que os confrontos entre os manifestantes que protestam contra o ditador egípcio Hosni Mubarak e seus defensores já deixaram, só ontem, ao menos um morto e mais de 400 feridos. O único morto confirmado até o momento seria um soldado que caiu de uma ponte, indica o governo.
Informações oficiais sobre o saldo de mortos durante os nove dias de confrontos têm sido escassas e mesmo os números informados por emissoras de TV e agências de notícias são desencontrados.
Manifestantes pró e antigoverno no Egito se enfrentaram na Praça Tahrir, epicentro dos protestos pela queda do ditador Hosni Mubarak, no poder há 30 anos.
Um grupo de milhares de partidários de Mubarak invadiu mais cedo a praça Tahrir, onde há nove dias manifestantes contrários ao regime acampam e protestam por sua renúncia imediata. Portando paus e chicotes, eles entraram com cavalos e dromedários na praça.
Os manifestantes antigoverno afirmam que alguns dos simpatizantes de Mubarak eram policiais à paisana, em uma estratégia para acabar com os protestos - que levaram o ditador a anunciar que não concorrerá nas eleições de setembro.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, considerou ontem ''inaceitável'' qualquer ataque contra manifestantes pacíficos no Egito. ''Qualquer ataque contra os manifestantes pacíficos é inaceitável e eu condeno [isso] energicamente'', declarou.
O âncora da CNN Anderson Cooper e sua equipe foram atacados por apoiadores do ditador egípcio, Hosni Mubarak, no Cairo, informou a rede de TV americana. Ele teria levado várias pancadas na cabeça.


