São Paulo - Com a libertação de mais 13 ativistas do Greenpeace e a concessão da liberdade sob fiança a outros três ontem, quase a totalidade dos ativistas poderá responder em liberdade.
Dos 30 detidos, apenas um militante, o australiano Colin Russell, teve sua prisão preventiva prorrogada por mais três meses, até 24 de fevereiro. Segundo o embaixador australiano na Rússia, ele deverá recorrer da decisão.
Segundo a imprensa russa, os estrangeiros deverão permanecer em São Petersburgo e não poderão voltar a seus países antes de seu julgamento.
Ontem foram soltos 13 ativistas, entre eles o capitão do navio Artic Sunrise, o americano Peter Willcox.
A condição para liberação foi o pagamento de fiança de 2 milhões de rublos (R$ 140 mil) para cada.
O tribunal de São Petersburgo também concedeu a liberdade sob fiança para o britânico Phil Ball e para os russos Dima Litvinov e Roman Dolgov.
A ativista brasileira Ana Paula Maciel foi a primeira ativista a deixar a prisão em São Petersburgo, na quarta-feira.
Os ativistas do Greenpeace foram presos em setembro acusados de pirataria e vandalismo, cujas penas podem chegar a 15 e sete anos respectivamente, depois que a Rússia apreendeu o navio Artic Sunrise quando alguns de seus tripulantes realizaram uma ação contra uma plataforma da petroleira Gazprom no Ártico.
A ação do Greenpeace tinha como objetivo denunciar os riscos da exploração de petróleo e gás no Ártico, uma região de ecossistema particularmente frágil.

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