Numa tentativa de retomar o processo de paz com rebeldes do país, o governo colombiano divulgou seu êxito na luta contra os paramilitares de direita. A declaração foi direcionada às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que congelaram as negociações de paz.
Em uma intervenção, o vice-presidente e responsável pela política de direitos humanos, Gustavo Bell, disse que o governo tem empreendido duras batalhas contra os grupos paramilitares com a captura recente de 243 integrantes, entre outras ações. Bell afirma ainda que um total de 1.599 guerrilheiros e paramilitares foram capturados ou mortos entre janeiro e setembro deste ano.
As FARC, grupo marxista de maior expressão no país, declarou semana passada que não irá mais negociar a paz com o governo até que esteja claro ao país a posição oficial frente ao terrorismo paramilitar e se desenvolvam políticas para acabar com este tipo de ataque.
O grupo rebelde, o mais antigo e numeroso da Colômbia, também acusou o Executivo de ter permitido uma interlocução política aos paramilitares, ao autorizar, no último dia 6, uma reunião entre um ministro e o chefe do grupo, Carlos Castaño.
Em sua declaração, Bell também destacou as sentenças proferidas contra os membros das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) – organização que congrega os paramilitares do país – responsáveis por crimes políticos e massacres.

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