Governo chinês busca abrigo para sobreviventes
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
Folhapress 
São Paulo - O número de mortos pelo terremoto de terça-feira (quarta-feira em Brasília) que atingiu a afastada e montanhosa Província chinesa de Qinghai subiu a 617, em meio a chegada à região de caminhões de equipes de resgate com barracas e cobertas para ajudar os sobreviventes a resistir ao frio de temperaturas abaixo de zero.
O premiê chinês, Wen Jiabao, que cancelou uma viagem ao Sudeste Asiático, chegou ontem ao Condado de Yushu, região mais afetada pela série de tremores, após um voo de três horas. Segundo informa a agência de notícias Xinhua, ele deve supervisionar os trabalhos de resgate e o auxílio às vítimas.
As prioridades são cobertores e abrigo para os desabrigados enfrentarem as baixíssimas temperaturas, que deixam ainda pouca esperança de se encontrar sobreviventes sob os escombros de casas, escolas e monastérios de Yushu e do distrito de Jiegu, ou Geyegu, como é chamado no Tibete.
Barracas foram montadas ao redor da estátua de um guerreiro sobre um cavalo num local aberto em Jiegu, onde mora a maior parte dos 100 mil habitantes da região. Monges vasculham os escombros com pás enquanto soldados entregavam arroz e cereais para os sobreviventes.
O estádio esportivo foi transformado num hospital de campanha, mas inadequado para o número de pessoas com fraturas e outras lesões. O última balanço das autoridades divulgado pela Xinhua, indica que há 9.110 feridos e que 2.038 ainda recebem atendimento médico.
O terremoto mais forte a atingir a área na quarta-feira, de magnitude 6,9, teve epicentro nas montanhas que dividem a província de Qinghai com a Região Autônoma do Tibete.


